segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Mudar seu status do orkut e colocar uma frase no msn chamando o povo de burro por ter eleito alguém não vai ajudar ninguém a chegar a lugar algum. E ainda expõe sua ignorância: O povo brasileiro é ignorante por ter nascido dentro das fronteiras brasileiras, e por isso votou na Dilma? Ou é ignorante porque não lhe foi provida educação necessária por aqueles que vocês achavam que deveriam ganhar essa eleição, e por ser ignorante, é pobre, e por ser pobre, vota em quem põe comida na sua mesa?

Não entendo nada de política. Assumidamente. Vejo muita gente que não entende nada criando opniões incoerentes ou usando as idéias de terceiros, sem interesse algum em argumentos contrarios. Aceito ignorância de quem não teve escolaridade, mas deixo minha indignação com aqueles que protestam com suas bundas gordas sentadas na frente de um computador, diploma na estante (ou pelo menos um atestado de matrícula) sem nunca ter ido a uma reunião de partido, nunca ter se interessado por política. É como aqueles que nunca chutaram uma bola na vida e se tornam Vanderleys Luxemburgos na copa do mundo.

ps: Não sou Dilma nem Serra
, nem sociologista. Na verdade nem médico eu sou, por isso não dou minha opnião sobre política. Mas sou pessoa, e só sobre pessoas opino.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

MEDICINA BASEADA EM EVIDÊNCIAS E O SENTIDO DA VIDA

continuando a série de textos longos e cheio de erros no tempo verbal e pontuação, que certamente pouquissimas pessoas tem a paciência de ler...

Medicina Baseada em Evidências e o Sentido da Vida

Há milhões de artigos médicos disponíveis para a leitura, tanto na internet como em livros e revistas. Ninguém em sã consciência os leria, pois além da terminologia dificílima, não são de grande utilidade para a população em geral. Porém, assim como há pessoas que comem grilos e até cobras, há seres perambulando os corredores dos hospitais que apreciam um artigo científico: Eles sabem que o conhecimento que possuem de experiência própria não se compara àquele que adquirem ao estudarem, através dos artigos, todas as evidência que os leva a fazer certo tratamento, procedimento diagnóstico ou a dar um determinado prognóstico aos seus pacientes. Estes seres tem nome e sobrenome: Bons Médicos.

Roberto (ou Dr. Roberto, ou até mesmo MD PhD Roberto) era um desses homens: Dedicado à profissão como poucos, estudava todos os dias, atendia seus pacientes e ainda dava aulas. Não tinha isso como um sacrifício: Era o seu dever como médico. Todos os pacientes que passaram em suas mãos receberam o melhor diagnóstico, o melhor tratamento e tiveram o prognóstico mais preciso possível. Todos ficaram o mais saudáveis possível (ainda que, muitas vezes, o mais saudável que se pode estar seja morto) após suas intervenções baseadas em evidências.

Dr Roberto, um dia, adoeceu. Novo, cinquenta e cinco anos; estilo de vida saudável, caminhava e nadava semanalmente. Mas o legado de hipertensos e diabéticos com complicações cardíacas precoce que dizimava os ascendentes da família materna antes dos 60 anos o pegou. Roberto morreu aos 57 anos, após seu terceiro infarto agudo do miocárdio. Todo seu conhecimento morreu ali, naquela enfermaria sombria onde passara os últimos meses de sua vida. Tudo o que lera, aprendera, ensinara acabava ali, no corpo frio sobre a cama fria. Em seu último pensamento ainda questionou-se se jogara sua vida fora estudando. Felizmente morreu antes de se responder.


-Doutor Roberto, foi tudo em vão.

Anos depois (talvez 50), seus pacientes todos morreram, das mais variadas formas. Pouco importava os anos de sobrevida que tiveram após o atendimento do doutor. Pouco importava o que aprenderam, ensinaram, sorriram e choraram depois. Estavam todos mortos, e não recebiam nem davam nada a ninguém a não ser a tristeza de não existirem mais aos que ficaram.

-E as consultas foram vãs.

Muitos e muitos anos passaram e todo o conhecimento deixado por ele, após ser usado de alicerce para conhecimentos ainda mais sólidos, desmoronou e ficou esquecido.

-E os artigos foram em vão.

E no fim nada mais restou do Dr. Roberto e qualquer ação realizada por uma célula aderida a seu organismo foi irrelevante para o andamento do universo. Pouco importava a regulação hormonal que jorrou em seu corpo e o fez feliz ou triste durante a vida; pouco importavam as numerosas conexões elétricas neuronais que ele chegou a ter um dia. Pouco importava tudo: Estava morto e esquecido, como tudo um dia há de ser.

E só então, numa hipotética e provavelmente inexistente consciência após a morte, Roberto percebeu que a evidência mais importante ele nunca chegara a analizar em vida: Das aproximadamente 106.456.367.669 pessoas que viveram na Terra até hoje, 106.456.367.669 morreram. A incidência de morte é altíssima para quem vive. Viver é, sem dúvida, a doença mais comum e mais letal conhecida pelo homem. Viver é irrelevante, tudo é.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

paradoxos


Não há nada como uma madrugada fria fazendo planos e lendo - o que é paradoxal - já que ao fazermos planos enquanto lemos, perdemos o fio da meada da leitura: Os olhos vêem as palavras e as lêem. Vez ou outra a boca os acompanha em vóz baixa. Porém, alheio, o pensamento permanece distante, fazendo planos que serão esquecidos no dia seguinte. Finalmente, ao fim de uma página, percebemos que não entendemos nada do que lemos. E relemos.

Sobre este paradoxo, de se fazer duas coisas ao mesmo tempo e nenhuma dar certo, li uma história do Veríssimo (o filho). Ele cita uma paradoxal crença de outrém no fato de que o melhor leitor é o insone: De que adianta ler a noite toda e de dia parecer um zumbi?

E ao tentar, numa noite de insônia quase forçada, ler Os Lusíadas, numa autoavaliação da evolução de minha capacidade de leitura desde a sétima série do ensino fundamental (quando tentei lê-lo e nada entendi), falho. Culpo o autor: Pobre Camões! De que adianta ter todo conhecimento literário do mundo e a linguagem mais rebuscada se nem um por cento da população o compreenderá?

Na foto lá de cima, Jim Carrey, como Deus, o cara que pode fazer tudo. Pode inventar tudo, criar tudo, levantar tudo (?). Pode até criar uma pedra tão pesada que nem ele mesmo possa levantar. E pôde ajudar o SPORT CLUB INTERNACIONAL a conquistar o mundo em 2006 (e pode nos fazer campeões esse ano). Maldito Deus de 1983...

quarta-feira, 13 de outubro de 2010



Ser ruivo




Vi, num desses domingos, um ruivo andando de bicleta. Eu andava de bicicleta, ruivo como sempre. Nos olhamos, com um misto de vergonha e respeito. Envergonhados como se estivéssemos conhecendo aquele amigo que cultivamos pela internet por um longo tempo e, ao finalmente o conhecermos, ficamos sem assunto (não, eu não tenho amigos pela internet). E respeitosos por sabermos tudo um sobre o outro em um olhar. Eu não sabia, e não sei, seu nome; nem lembro de seu rosto; mas sentimos, num breve olhar que serviu de cumprimento, todo o martírio e as glórias do outro. Eramos ruivos e andávamos de bicicleta, na mesma cidade, no mesmo bairro, na mesma rua, e no mesmo lado da rua.

Em um instante, no entreolhar dos dois, vi em seus olhos que os coleguinhas dele, desde a pré-escola, o apelidaram de milhares de nomes relacionados à cor do cabelo. De ferrugem a cenourinha, passando por fósforo e diversos tipos de refrigerantes. Ele viu, nos meus, um amigo de meu pai, que ao descobrir que eu nascera ruivo, o confortou: "Pode ficar tranquilo, Funk (esse é o sobrenome do velho), melhora com a idade". Ele me viu querendo pintar o cabelo (nunca pintei), querendo ter sobrancelhas humanas. O vi chorando, sendo o patinho feio da escola, ouvindo de todo lado "menino de cabelo vermelho é sempre assim arteiro".


NOSSO CABELO NÃO É VERMELHO! É ruivo. Cabelo vermelho só se tem pintando; ruivo, só ao nascer (e não "melhora" com a idade em alguns casos como o meu). E não só o cabelo, o corpo todo de um ruivo (e sua personalidade) são ruivos também (não me entendam mal, não estou falando de pêlos). O ruivo é, por si só, assim como o gordo e o alto, um ponto de referência: "Ele tá ali, entre a árvore e o ruivo". Em um jogo, se há 11 jogadores, há 10 jogadores iguais e um ruivo.

Voltando à histórica "entreolhada" dos ruivos de bicicleta, vimos as pessoas nos comparando a qualquer ruivo, seja algum que seus amigos vêem na rua ou os famosos. Há... Os famosos! Outra fonte de apelidos: Ferrugem (com letra maiúscula é diferente, é um antigo VJ da MTV), Michel do Big Brother, Cabeção da malhação, e, finalmente, o mais comum: RONY WEASLEY. Eu não me pareço nem um pouco com o ator que faz esse papel nos filmes do Harry Potter (Rupert Grint).
Vi que as pessoas nunca esqueciam dele: Colegas e professores lembravam de suas feições mesmo dezenas de anos após terem estado juntos. Vi que muitos o achavam feio, mas ainda havia aqueles que só o consideravam diferente, talvez até exótico, misterioso (normalmente, a menina mais estranha e alternativa de sua sala). Vi pessoas o questionando, diversas vezes, sobre a cor de seus demais pêlos. Ele viu, em mim, que havia quem, vez ou outra, perguntasse: "Como é ser ruivo?" e eu, mentiroso, respondia: "É normal". Dizem os clichês (que pra mim são personificados em velhos chatos que querem nos dar conselhos inúteis), que ninguém é normal de perto e que todos somos diferentes, que somos especiais. Um ruivo é menos normal, mais diferente. Experimente toda uma vida sendo tratado como ruivo!

Não há uma sociedade secreta de ruivos (se há, eu não fui convidado), mas existe algo compartilhado, algo um tanto inexplicável, algo vago e impalpável. (Acredito que os japas sintam o mesmo). Sabíamos disso, e, enfim, deixamos de nos olhar, por aquele instante que nos disse tanta coisa, e fizemos um breve cumprimento: Um gesto simples que dizia: "É... Somos ruivos... E estamos de bicicleta". E passamos um pela vida do outro, com uma troca de experiências curta mas efetiva, como toda conversa deveria ser.


ps: Meus pais tem cabelo castanho. Meu parente ruivo mais próximo é um primo em segundo grau e meus parente próximos mais próximos de serem ruivos são meu tio, que tem a barba alaranjada, e meu avô - que um dia o foi - mas agora tem cabelos brancos. Sempre fui acusado de ser adotado, mas tenho o vídeo do meu parto (a não ser que minha mãe o tenha simulado pra me enganar, sou filho deles mesmo).

quarta-feira, 8 de setembro de 2010


Fugindo completamente de qualquer assunto citado neste blog, escrevo esse texto à meia noite de quarta feira. Infelizmente, a qualidade do texto não resgata a dos antigos, e sim, segue decaindo como os recentes.


Estou enjoado de erotismo barato: Aquele que custa (contraditóriamente) caro, de mulheres "perfeitas", aquele que usa photoshop, videoshop, ou o que quer que seja para retirar as necessárias celulites. Aquele do sexo sem história, da mulher que geme sem prazer, das mega-produções pornograficas. Não há formula da mulher "gostosa", não há centro da beleza. O que há são conceitos subjetivos, ora. Há quem ache até mesmo uma criança sexualmente atrativa (sim, isso é desprezível...).

Estou enjoado da Playboy, do redtube, das brasileirinhas, das mulheres de silicone na bunda e peitos. A sexualidade, na sociedade, e especialmente na mídia, segue o caminho da vida: Assim como a vida é uma busca por felicidade total e utópica, a busca do sexo parece correr em direção a um eterno orgasmo, intenso e inexiste. Contentem-se com o possível!
Ainda que Larissa Riquelme esteja NUA, insinuando-se em fotos no computador, não tenho nem ao menos uma ereção ao vê-la. Algo está errado, ou comigo ou com ela!


A mulher que vi na esquina, cheia de defeitos e virtudes não existe na playboy , e nunca foi convidada para estrelar um pornô. Quem está lá, na revista, não é uma mulher, é uma imagem. A mulher que tirou as fotos vive sua vida normalmente, tem lá seu marido, namorado, ou o que quer que tenha. Aquela imagem, não. A imagem é poligâmica e pervertida, ninguém pode controlá-la. A imagem é a mulher que você ama e deseja loucamente, aquela com quem você quer deitar-se (nunca fui tão formal quanto ao escrever "deitar-se") todos os dias de sua vida, mas ela NÃO EXISTE. E mais: Se existisse ainda daria pra todo mundo (perdão pela vulgaridade, foi para compensar o "deitar-se"). E você, orgulhoso com seus cornos imaginários, a deseja. E as feias a invejam, e as velhas a criticam, e você entra no EGO.com para saber da vida daquela desalmada foto.

Eu queria uma playboy das mulheres que vejo pelas ruas da cidade. queria conhecer os defeitos e as qualidades daqueles corpos que são tocáveis, pálpaveis e existentes. Queria conhecer as minúcias de seu íntimo e saber do que mais gostam. Erótico pra mim é aquele detalhezinho anatômico que você percebe. Ali, ao vivo, seja na cama, seja quando vê uma mulher no ônibus. Ele é real, está presente, sem photoshop, com ou sem silicone, e é melhor que o redtube, melhor que a playboy, e melhor até mesmo, acredite ou não, que a Larissa Riquelme e o celular entre seus silicones (ela não é tão boa, ela ronca!)

Não estou exagerando, olhe à sua volta: Aquela sua vizinha feia pode ter um belo par de pernas. A tia da cantina pode ter olhos lindos. Sua professora cinquentona pode ser uma especialista em assuntos de cama e o sexo entre ela e o marido, idoso, pode ser melhor do que o sexo que fazes, solitários, com aquela foto, com aquele video. Pode ser melhor que transar com aquela mulher que vês no computador ou na televisão. A estética esteoripada NÃO levará ninguém a um gozo amplo e eterno.

Arnaldo Jabor, em uma das crônicas de seu livro "Amor é prosa, sexo é poesia" disse, à sua maneira, a qual não me recordo (motivo da falta de aspas para sua citação): Pasmem, enjoei até mesmo de bunda.
Eu, do alto de minha admiração pelo corpo feminino, proclamo: "Ratifico suas palavras, Arnaldo, e retifico: Enjoei dessas bundas que não existem".

sábado, 28 de agosto de 2010




A Realidade

Por que os jogos de computador e video-game procuram ser cada vez mais fiéis à realidade se já temos a própria realidade? Nunca um jogo vai ter tantas cores como a realidade, nunca terá tantas possibilidades de movimento e ações, nunca terá tanta interatividade com o cenário, tantos objetivos a serem cumpridos e pessoas com as quais interagir. Por que faço movimentos inverídicos e descordenados com um controle de nintendo wii se podia estar jogando tênis?

Não quero estar um dia, em minha casa, jogando futebol, com 21 pessoas diferentes, cada uma em sua respectiva casa. Eu me perguntaria, então: "Por que não estamos todos juntos em um campo de futebol?". Ao olhar para minha barriga sedentária entenderia o porquê (por quê?).

E a cervejinha de depois do jogo seria solitária.

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Toda vez que vejo Pulp Fiction ( http://pt.wikipedia.org/wiki/Pulp_fiction ) faço a mim mesmo a pergunta da personagem da Uma Thurman: "Why do we feel it's necessary to yak about bullshit in order to be comfortable?". Numa tradução livre e meia boca: "Por que sentimos necessidade de tagarelar sobre qualquer coisa para se sentir confortáveis?".

E sempre percebo que isso é um ótimo assunto para situações onde você está com alguém que conhece pouco e, de repente, aparece aquele silêncio constrangedor. Só não entendo por que o adjetivo constrangedor pode ser usado para algo tão comum e agradável como o silêncio.

Estatísticas da minha cabeça dizem que 99% dos "tudo bem?" significam "olá, não quero parecer antipático", sem intenção alguma de saber se a pessoa está mesmo passando por um período agradável. 50% dos "tudo bem?" são respondidos com outro "tudo bem?", que não é respondido. Os outros 50, com "tuuudo", mesmo que esteja tudo mal. Outras estatísticas dizem que 90% das conversas sobre o clima e sobre o dia visam unicamente quebrar o silêncio.

Então me pergunto se não seria mais fácil somente tirar o "constrangedor" do silêncio ao invés de quebrá-lo como um todo. E só então quebrá-lo, com um assunto que também não o constranja, talvez com um sincero "tudo bem?", daqueles que se responde chorando "não, minha filha de 11 anos de reestart e usa roupa colorida" ou "meu time ganhou e fui promovido, vamos tomar um mate pra comemorar, tchê?".

E ai meus milhões de leitores... Tudo bem?

quarta-feira, 7 de julho de 2010


Bruno



Há alguns anos atrás (2005), o Internacional jogava contra o Atlético Mineiro, em minas. Após um primeiro tempo pouco movimentado, o Inter abriu o placar no segundo tempo com Tinga, após jogada de Elder Granja. Logo após, com o claro domínio o jogo, o Internacional pressionou o Atlético, chutando diversas bolas para o gol, todas salvas pelo jovem goleiro do Atético. O time mineiro chegou ao empate aos 32, com um gol de falta de Rodrigo Fabri. Ao fim do jogo, todos os jornalistas vão direto ao goleiro do Atlético Mineiro, um negrinho ainda muito jovem, que muito alegre dispara frases que incitavam certa curiosidade, "agora minha vida começou a dar certo", "a minha primeira grande alegria", entre outras. Bruno contou que, antes de se sagrar jogador e alcançar a posição de titular, fora abandonado pelo pai e tivera uma infância muito difícil, história não tão incomum entre os jogadores de futebol.

Há um mês atrás, aproximadamente, desapareceu uma mulher, identificada como ex-namorada, ou ex-amante do goleiro do Flamengo, Bruno. Sim, aquele mesmo que pegou tudo contra o Inter em 2005. A mulher, uma "modelo"que afirmou abertamente ter se relacionado com vários jogadores, apesar de não se considerar uma "Maria-chuteira". Afirmava ter ficado com Cristiano Ronaldo, além de vários outros jogadores que atuam na Europa, tendo frequentes telefonemas dos mesmos a chamando para sair. Com todo o respeito, uma prostituta por tabela.

Bruno não é somente um suspeito de tê-la matado, e sim, um foragido da justiça, com quase 100% de chance de ter alguma culpa no crime, que envolve um filho que tinha com a moça.

Uso esse exemplo pra explicar minha última postagem. Bruno é culpado? De acordo com a justiça brasileira, ele deve ter cometido diversos crimes mesmo que não seja o executor do provável homicídio. Porém, vamos aos fatos: Bruno nasceu negro e pobre, e seu pai o abandonou quando criança. Foi, provavelmente, alvo de preconceito, e, por morar na periferia de Belo Horizonte, deve ter tido diversos amigos que tomaram o caminho do tráfico e do banditismo. Ele jogava no Flamengo, onde seus companheiros faziam festas com traficantes, tiravam fotos com armas e presenteavam a mãe dos traficantes com motos. Além disso, o pai foi capaz de abandonar uma mulher com suas crianças, e 50% do material genético de Bruno provém desse indivíduo. Fator genético e meio não faltam para torná-lo um assassino em potencial. Não é uma desculpa para o "caso Eliza Samudio", é um fato.

Outros foram abandonados pelo pai, outros foram pobres, e negros, e marginalizados na periferia, e não se tornaram assassinos. Mas em outras circunstâncias. Se Bruno tinha carga genética e vivência para considerar o assassinato da mulher justo, já que a mesma não o deixaria ficar com filho, ou por qualquer outro motivo, a culpa é de sua carga genética e de sua vivência. Ou de quem seria? Dele? E o que é "ELE" além da genética e vivência? Se você, se EU fosse "ELE", faria diferente? NÃO! Porque o cérebro, e o jeito de agir e de pensar, seria EXATAMENTE igual ao dele. Não há um controle sobre o que fazer e pensar além do corpo (incluindo o cérebro), portanto, todos fariam o mesmo que ele (a não ser que você não fosse filho dos pais dele ou não tivesse crescido e convivido nos mesmos meios dele).

Bruno Fernandes, não por acaso, das Dores, tem de ser punido, mas tem meu álibi.
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Uma explicação do post anterior (que necessitará de posterior explicação)

O primeiro "eu" do outro post não comanda nada. É só o fato de eu mesmo ser esse corpo e ter a consciência nele. O corpo, é o segundo "eu" do outro tópico, e o corpo (incluindo o cérebro - e a consciência) é o que comanda TUDO o que faço e penso. O primeiro eu é só uma coisa que chamamos de alma, que significa que não vejo através dos olhos de outra pessoa e nem ajo através de suas mãos. Se eu fosse ela, seria IGUAL a ela, e faria tudo o que ela faz, e meu segundo eu seria ela.
Sei que parece incompreensível, mas pessoalmente consigo explicar, e no meu cérebro é muito claro.