quarta-feira, 11 de abril de 2012
Simples Cidade
Ando pelas ruas da cidade
e nada mais.
Minha maior dúvida é o próximo cinzeiro.
Minha maior e única dor é meu andar.
Todo o mais é nada.
E sou feliz como é Caeiro por não ser Pessoa
e coerente em um conceito simplista de coerência:
Não sigo ambições pois não as possuo
Não deixo a cidade andar por minhas ruas
pulsando e luzindo
(a cidade, não minhas ruas);
eu ando pelas ruas da cidade
cinza
*imagem 1: http://hawkeaglewolf.deviantart.com/art/Zoo-s-Path-160136825
*imagem 2: obra de Banksy
*deviantart fdp colocou uma marca d´agua pra eu não pegar mais imagens de lá
* http://pt.wikipedia.org/wiki/Alberto_Caeiro esse é o Caeiro (pessoa é o Fernando)
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
caralivro
Eduardo estava sentado na beira do mar, era uma tarde de quarta feira e ele matava aula. Poder estar à beiramar, sentado, trazia uma sensação de liberdade que fez valer a pena ter lutado contra seu computador até conseguir abandoná-lo, aos prantos (o computador), e ter batido a porta do quarto ouvindo os soluços de tristeza.
domingo, 4 de setembro de 2011
Eu e a nuvem
Eu e a nuvem
Vento,
vem tu e leva a nuvem
(vã sentinela - sentinelando nada)
sinto nela uma falta de sentido,
já que no ir e vir vão do vento
só vai e vem, nada mais.
Nuvem,
não tens vontades (eu tenho)
não tens virtudes (também)
flutuas vã e vais p'ra onde o vento vai
(eu vou para onde o vento vai).
Existes, núvem, nada mais; eu, sobrevivo.
Tenho muitas semelhanças com uma nuvem, mas também tenho diferenças. Não corremos atrás de objetivo algum, só ficamos flutuando ao sabor do vento (que expressão mais clichê "ao sabor do vento", mas não consegui fugir dela).
Por outro lado a núvem é um objeto inanimado. Menos que isso, é uma união gotículas d'água suspensa. E eu sou um cara de 21 anos. Ela pode flutuar lá, bem tranquila. Eu deveria correr atrás de alguma coisa. Mas é tão confortável ir pra onde o vento me empurra que não consigo fazer nada senão torcer pra que ele me leve no lugar certo.
O que já me leva a pensar que faço o que faço e sou como sou porque o mundo me fez ser assim. Portanto, se o mundo é meu "vento" figurado, todos seguimos o vento, já que nada além do mundo pode modular nossas ações (sendo que nosso cérebro faz parte do mundo). Mas isso é papo pra mais de hora... E é algo com o qual poucos iriam concordar, então acho que é mais legal publicar uma poesia que diz mais ou menos isso, já que ela abre margem para interpretações distintas, a poesia é muito mais criação de interpretação do que uma leitura de uma idéia pronta.
http://m0thyyku.deviantart.com/ - pela foto das nuvens
Pessoa, Fernando
Tchau rima, tchau métrica. Gênios não precisam disso. Se os quatro primeiros versos não forem suficientes e seu saco de paciência for grande, tem a poesia completa clicando em "ver postagem completa". Vale a pena.
TABACARIA
Álvaro de Campos
(heterônimo de Fernando Pessoa)
Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
TABACARIA
Álvaro de Campos
(heterônimo de Fernando Pessoa)
Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
TENHO POUCO A DIZER...
...porque a rotina é chata e não me deixa observar um pouco o mundo. Por hora. Desculpa, Mário, pelas utopias de um preguiçoso:
Das Utopias
Se as coisas são inatingíveis... ora!
Com muito esforço me faço esquecê-las.
Fecho a janela pra não ver lá fora...
...a presença agoniante das estrelas
Esse texto é uma sátira, releitura, ou qualquer que seja o eufemismo para cópia de Das Utopias, de Mário Quintana. Numa visão de quem muito fala e pouco faz, esperando em vão que o muito que fala motive os demais a fazerem. Se querem ler a original (não a viram no facebook de sua amiga sentimental), procurem no google
Das UtopiasSe as coisas são inatingíveis... ora!
Com muito esforço me faço esquecê-las.
Fecho a janela pra não ver lá fora...
...a presença agoniante das estrelas
Esse texto é uma sátira, releitura, ou qualquer que seja o eufemismo para cópia de Das Utopias, de Mário Quintana. Numa visão de quem muito fala e pouco faz, esperando em vão que o muito que fala motive os demais a fazerem. Se querem ler a original (não a viram no facebook de sua amiga sentimental), procurem no google
quinta-feira, 31 de março de 2011
as coisas como elas são

As coisas são como são e serão como serão. Não é destino, é fato. Não há como mudar: Qualquer tentativa de mudança dos fatos faz com que a mudança seja o fato, e nada mais ocorrerá senão ele próprio. Não está escrito, repito, não é destino: AS COISAS SÃO COMO ELAS SÃO E SERÃO COMO SERÃO. Ninguém há de gostar disso, mas hão de aceitar.
Infelizmente. Sei que você não gosta, eu não gosto. Na verdade, ninguém está plenamente satisfeito. Se está, deixo meu sentimento ao comodismo alheio.
Todo adeus tem um quê de até logo.
Todo.
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